Em tratamento contra câncer raro, baiana recorre a MP para ter acesso a remédio de R$ 25 mil: ‘Quero ver meus filhos formados’

Uma dona de casa da cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, recorreu ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para ter acesso a uma medicação do tratamento de câncer.

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Karolline Moreira recebeu o diagnóstico de mieloma múltiplo há três anos, durante exames para uma cirurgia nas mamas. A caixa do remédio que ajuda a amenizar os efeitos da doença custa R$ 25 mil e ela não tem condições de arcar com o valor mensalmente.

“Estou tentando viver da melhor forma, porque eu tenho dois filhinhos pequenos e eles precisam de mim. O que eu peço a Deus todos os dias é para viver e ver meus filhos formados, casados, é o que eu mais quero”, disse Karolline.

O mieloma é um tipo raro da doença que afeta a medula óssea. Com isso, os problemas de saúde causados podem afetar os ossos, sistema imunológico, rins e contagem de células vermelhas do sangue.

A entrada da medicação que Karolline precisa só foi liberada no Brasil recentemente e, por conta disso, o remédio ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde.

Depois que acionou o MP-BA, um juiz concedeu, em fevereiro deste ano, uma liminar para determinar que o estado disponibilize o medicamento. No entanto, mesmo havendo uma multa diária de R$ 2 mil para o descumprimento da liminar, a dona de casa ainda não tem acesso ao remédio.

Infelizmente essa doença é uma doença agressiva. Para que eu possa levar uma vida normal, eu preciso dessa medicação. Depois dela eu já tive melhora e agora eu só tenho quatro comprimidos para dar continuidade ao tratamento, depois do transplante que eu fiz”, contou ela.

Ela começou a tomar a medicação há cerca de 15 dias, mas o tratamento deveria ter sido iniciado há oito meses. A caixa que ela tem consumido foi comprada a partir de ajuda de amigos, que fizeram uma vaquinha na internet.

Segundo a dona de casa, ela já apresentava os sintomas do mieloma antes de descobrir que estava com a doença.

“Muita fraqueza, eu tinha e tenho ainda anemia. Fraqueza, cansaço, não sentia vontade de fazer nada. Até para pegar um copo de água era um pouco complicado, por conta da fraqueza”, enumerou.

Enquanto Karolline não recebe a medicação para seguir com o tratamento contra o mieloma múltiplo, a família dela se desespera.

“O que eu mais quero na minha vida, e o que eu peço nas minhas orações todos os dias, é a melhora dela. Eu tenho certeza que ela vai ser curada”, disse a mãe de Karolline, Fátima Carlos. (G1)

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